Indice de Desarrollo

Democrático de

América Latina

IDD-Lat 2006

BRASIL 

O Estado de São Paulo

Assunto: Internacional

Chile lidera ranking de desenvolvimento democrático

Chile, Costa Rica e Uruguai têm o maior nível de desenvolvimento democrático da América Latina, o Brasil fica abaixo da média da região e Venezuela e Equador são os últimos colocados, segundo o Índice de Desenvolvimento Democrático da América Latina (IDD-Lat).

Divulgado ontem em Buenos Aires, o índice avalia 18 países da região e é elaborado anualmente desde 2002 pela fundação alemã Konrad Adenauer e pelo portal Polilat.com. A avaliação considera as condições básicas da democracia, o respeito aos direitos políticos e às liberdades civis, a qualidade institucional, a eficácia política e o poder efetivo para governar.

No topo da lista do desenvolvimento democrático destaca-se o Chile, com 10.796 pontos, seguido por Costa Rica (9.704) e Uruguai (8.397). Num segundo grupo aparecem Panamá (6.828), México (5.917) e Argentina (5.330), acima da média da região, que foi de 5.063 pontos. Logo abaixo da média estão El Salvador (4.718) e Brasil (4.468), em oitavo lugar entre os 18 avaliados. Os demais países aparecem com níveis bastante inferiores à média. Os últimos colocados são Nicarágua (3.151), Bolívia (2.726), Venezuela (2.720) e Equador (2.237).

O relatório deste ano alerta para o comportamento dos países latino-americanos em relação ao surgimento de novas lideranças de perfil populista.

 

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dw/ult1908u5736.shtml

Folha Online

Populismo destrói democracia na América Latina, diz estudo

Pesquisa da Fundação Konrad Adenauer mostra contradição entre populismo e desenvolvimento democrático na região. Brasil melhora da 12ª para 8ª posição. Tendência populista de Lula é freada pela mídia, diz perito.

O Chile, Costa Rica e Uruguai são as democracias latino-americanas mais desenvolvidas. A Nicarágua, Venezuela, Bolívia e Equador ocupam os últimos lugares. O Brasil melhorou da 12ª para a 8ª posição, mas ainda mostra deficiências na educação e no combate à pobreza.

É o que aponta o Índice de Desenvolvimento Democrático na América Latina (IDD-Lat), que acaba de ser publicado pela Fundação Konrad Adenauer (ligada ao partido alemão União Democrata Cristã) e o portal Polilat.com. O estudo, realizado pela quarta vez, analisou o comportamento político dos governos e da opinião pública em 18 países do continente.

 

Deutsche Welle - Brasil

Populismo destrói democracia na América Latina, diz estudo

Pesquisa da Fundação Konrad Adenauer mostra contradição entre populismo e desenvolvimento democrático na região. Brasil melhora da 12ª para 8ª posição. Tendência populista de Lula é freada pela mídia, diz perito.

O Chile, Costa Rica e Uruguai são as democracias latino-americanas mais desenvolvidas. A Nicarágua, Venezuela, Bolívia e Equador ocupam os últimos lugares. O Brasil melhorou da 12ª para a 8ª posição, mas ainda mostra deficiências na educação e no combate à pobreza.

É o que aponta o Índice de Desenvolvimento Democrático na América Latina (IDD-Lat), que acaba de ser publicado pela Fundação Konrad Adenauer (ligada ao partido alemão União Democrata Cristã) e o portal Polilat.com. O estudo, realizado pela quarta vez, analisou o comportamento político dos governos e da opinião pública em 18 países do continente.

Os critérios usados no levantamento feito até o final de 2005 foram a existência de condições básicas para a democracia, o respeito aos direitos políticos e civis, qualidade das instituições e eficiência política, e governabilidade. Neste último quesito foi considerada a competência para implementar uma política de bem-estar social e de melhora do desempenho econômico. 

Divisão das sociedades

Um aspecto especialmente analisado foi a contradição entre populismo e desenvolvimento democrático. "A existência de políticos que se apresentam como salvadores às sofridas sociedades latino-americanas fecha um lamentável círculo vicioso", constatam os peritos.

Segundo o estudo, enquanto os governos de alguns países estão dispostos a usar o superávit da balança comercial para ampliar e fortalecer suas redes de clientelismo político, "a realidade regional é caracterizada por uma falta de organização do poder, desgaste das instituições, decepção política, esfacelamento social e o aumento do fosso entre ricos e pobres".

"A globalização, a derrocada das ideologias, as  reformas econômicas iniciadas, a insatisfação social, a apatia, a fraqueza crônica das instituições e as conseqüências das novas tecnologias combinadas com um comportamento pouco democrático das elites formam um cenário que facilita o retorno do populismo. E este populismo afiado e tecnocrático atinge uma intensidade com a qual consegue dividir as sociedades e destruir as instituições e qualidades civis", escrevem os autores do IDD-Lat.

Eles ressaltam, porém, que nem todos os países latino-americanos seguem esta tendência, especialmente os que lideram o ranking de desenvolvimento democrático. A retomada do desenvolvimento econômico teve até um leve efeito positivo sobre a média do IDD da região.

Segundo o IDD-Lat, somente o Chile, Uruguai, Costa Rica – apesar de suas turbulências políticas – destacam-se por estruturas democráticas sólidas, distantes do populismo. Já a Nicarágua, Venezuela, Bolívia e Equador estariam se afastando das metas do desenvolvimento democrático. 

Brasil melhora

Em relação ao índice publicado em 2005, o Brasil conseguiu melhorar em 17% sua pontuação no IDD-Lat 2006, passando da 12ª para a 8ª posição no ranking. Esta melhora é atribuída às boas condições básicas para a democracia e à melhora na garantia dos direitos políticos e liberdades civis. Neste ponto, o país obteve a melhor pontuação desde 2002.

O Brasil piorou no fator "segurança", caiu levemente na questão do gênero e, em termos de governabilidade, marcou passo. A qualidade das instituições e a eficiência política brasileira melhoraram levemente, revela. 

Segundo o estudo, apesar dos resultados positivos na redução da mortalidade infantil e do desemprego, o fraco desempenho nas áreas da educação e no combate à pobreza pesaram negativamente sobre a avaliação da dimensão social.

O Brasil melhorou sua competência na aplicação da política econômica, o que, segundo o IDD-Lat, é perceptível na redução da dívida, melhora da distribuição da renda e maior liberdade econômica, "embora o nível de investimentos tenha caído levemente".

 

Discurso populista de Lula é freado

Em recente palestra em Berlim, o diretor do Centro de Estudos da Fundação Konrad Adenauer, Wilhelm Hofmeister, disse que o Brasil "não está ameaçado, mas é atingido", sobretudo por efeitos externos do populismo que retornou à América Latina.

"No Brasil em si, o populismo não tem chance de obter grande apoio. A diversidade do país, a consolidação da democracia (apesar de todos os problemas ainda existentes) e principalmente a desconfiança de muitos brasileiros em relação à política e aos políticos, alimentada por muitas decepções, fomentam uma saudável desconfiança em relação a promessas messiânicas. Acrescente-se a isso a vigilância da mídia brasileira, que desempenha um importante papel de observadora crítica e, em parte, mostra uma incrível capacidade analítica e criminalística para descobrir promessas falsas e tentativas de sedução", disse.

Segundo Hofmeister, Lula tenta conquistar votos na atual campanha eleitoral com apresentações "populistas". "Mas toda vez em que ele exagerou no discurso populista, no auge da crise dos útimos 12 meses, foi repreendido pela mídia. Além disso, o poder do presidente é restringido pelo Congresso Nacional, o que é um bom instrumento para conter tentações populistas. Em termos de política econômica, o governo brasileiro está livre da suspeita de populismo", concluiu.

  

Reporte BBC

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/09/060929_brasildemocraticomp.shtml

Brasil sobe 4 pontos em ranking de democracia

Marcelo Crescenti De Frankfurt

Mudança se deve a melhora nos direitos políticos e na cidadania

O Brasil passou da 12ª para a 8ª posição na lista de países mais democráticos da América Latina, segundo um estudo da fundação alemã Konrad Adenauer.

A fundação divulgou nesta semana o “índice de desenvolvimento democrático na América Latina”, uma análise anual do nível de democracia na região.

Segundo o estudo, a mudança de posição do Brasil se deve principalmente a melhorias no respeito aos direitos políticos e no exercício da cidadania, que são quesitos analisados pela pesquisa.

O país também ganhou pontos positivos pela maior eficiência de suas instituições públicas e políticas.

Além disso, os analistas alemães elogiam as melhorias na distribuição de renda e no pagamento da dívida externa.

 Países mais democráticos da América Latina

1. Chile

2. Costa Rica

3. Uruguai

4. Panama

5. Mexico

6. Argentina

7. El Salvador

8. Brasil

9. Honduras

10. República Dominicana

No entanto, a pesquisa diz que o fraco sistema de educação e a pobreza continuam sendo os principais problemas que impedem o pleno execício da democracia no país.

"Populismo"

A fundação Konrad Adenauer analisou esses parâmetros em 18 países latino-americanos e deu pontos a cada nação com base em diversos dados estatísticos.

Chile, Costa Rica e Uruguai estão no topo da lista dos países mais democráticos da região.

Nicarágua, Venezuela, Bolívia e Equador são os “lanterninhas” do grupo. “Estes países estão se distanciando do objetivo democrático”, diz o documento.

Os pesquisadores vêem umaum renascimento do populismo na América Latina, mas dizem que, no geral, o nível de democracia no continente está melhorando.

A fundação Konrad Adenauer de ciências políticas é ligada ao partido cristão-democrata, da premiê alemã Angela Merkel. O “índice de desenvolvimento democrático na América Latina” é publicado pela instituição desde 2002.

 

http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/mundo/2539001-2539500/2539331/2539331_1.xml

Ultimo Segundo

Chile e Equador em pólos opostos em desenvolvimento democrático

Agência EFE

Chile, Costa Rica e Uruguai têm o maior desenvolvimento democrático da América Latina, enquanto que a Nicarágua, Bolívia, Venezuela e Equador ficam atrás no Índice de Desenvolvimento Democrático da América Latina (IDD-Lat), que mede, entre outros aspectos, o grau de respeito aos direitos políticos e ao bem-estar em 18 países da região.

 

O ranking, divulgado hoje na capital argentina, é elaborado anualmente desde 2002 pela fundação alemã Konrad Adenauer e o portal de internet da política latino-americana, Polilat.com.

O índice qualifica as condições básicas de democracia, o respeito aos direitos políticos e às liberdades civis, a qualidade institucional, a eficácia política e o poder efetivo para governar.

No alto da classificação está o Chile, com 10.796 pontos, seguido por Costa Rica (9.704) e Uruguai (8.397), países que, segundo o relatório, "se perfilam como os detentores da estrutura democrática mais sólida e de melhor rumo ao desenvolvimento democrático, afastados até agora do populismo".

O segundo grupo de países, composto por Panamá (6.828), México (5.917) e Argentina (5.330), sobressai acima da média regional, que foi de 5.063 pontos. A estes países seguem El Salvador (4.718) e Brasil (4.468).

Os outros países aparecem na escala de avaliação com níveis bastante inferiores à média, como Nicarágua (3.151), Bolívia (2.726), Venezuela (2.720) e Equador (2.237), últimos colocados no índice.

Segundo destaca o relatório, as nações com alto desenvolvimento democrático "são países que não caíram em crises político-institucionais nos últimos dez anos".

O país que mais subiu de colocação foi a Guatemala, cuja pontuação aumentou 132,57% com relação ao ano anterior, mas segue em um valor baixo de desenvolvimento, enquanto o que mais desceu foi Equador (-39%).

Este ano, o índice alerta particularmente sobre o comportamento regional em relação ao surgimento de novas lideranças de perfil populista.

Segundo os analistas, este fenômeno é facilitado pelos "excepcionais lucros econômicos gerados pelo fenomenal crescimento dos preços das matérias-primas latino-americanas nos mercados internacionais".

Contudo, destaca "alguns processos políticos na região - notadamente em relação a países que lideram o desenvolvimento democrático latino-americano -" que não "passam pela turbulência populista sem destino, nem pela anomia democrática e débil de repúblicas fracassadas", mas um caminho de "busca permanente do aperfeiçoamento institucional e a eficiência política".

 

http://www.opovo.com.br/brasil/634596.html

O POVO

ESTATÍSTICA: Brasil sobe 4 pontos em ranking de democracia

Foi divulgado nesta semana o “índice de desenvolvimento democrático na América Latina”. O Chile, Costa Rica e Uruguai lideram lista dos países mais democráticos da região

O Brasil passou da 12ª para a 8ª posição na lista de países mais democráticos da América Latina, segundo um estudo da fundação alemã Konrad Adenauer. A fundação divulgou nesta semana o “índice de desenvolvimento democrático na América Latina”, uma análise anual do nível de democracia na região.

Segundo o estudo, a mudança de posição do Brasil se deve principalmente a melhorias no respeito aos direitos políticos e no exercício da cidadania, que são quesitos analisados pela pesquisa. O País também ganhou pontos positivos pela maior eficiência de suas instituições públicas e políticas.

Além disso, os analistas alemães elogiam as melhorias na distribuição de renda e no pagamento da dívida externa. No entanto, a pesquisa diz que o fraco sistema de educação e a pobreza continuam sendo os principais problemas que impedem o pleno exercício da democracia no país.

A fundação Konrad Adenauer analisou esses parâmetros em 18 países latino-americanos e deu pontos a cada nação com base em diversos dados estatísticos. Chile, Costa Rica e Uruguai estão no topo da lista dos países mais democráticos da região. Nicarágua, Venezuela, Bolívia e Equador são os “lanterninhas” do grupo. “Estes países estão se distanciando do objetivo democrático”, diz o documento.

Os pesquisadores vêem um renascimento do populismo na América Latina, mas dizem que, no geral, o nível de democracia no continente está melhorando. A fundação Konrad Adenauer de ciências políticas é ligada ao partido da premiê alemã Angela Merkel. O “Índice de desenvolvimento democrático na América Latina” é publicado pela instituição desde 2002.

 

http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2006/09/29/ult1766u17867.jhtm

UOL Ultimas Notícias      

Chile e Equador em pólos opostos em desenvolvimento democrático

Buenos Aires, 29 set - Chile, Costa Rica e Uruguai têm o maior desenvolvimento democrático da América Latina, enquanto que a Nicarágua, Bolívia, Venezuela e Equador ficam atrás no Índice de Desenvolvimento Democrático da América Latina (IDD-Lat), que mede, entre outros aspectos, o grau de respeito aos direitos políticos e ao bem-estar em 18 países da região.

O ranking, divulgado hoje na capital argentina, é elaborado anualmente desde 2002 pela fundação alemã Konrad Adenauer e o portal de internet da política latino-americana, Polilat.com.

O índice qualifica as condições básicas de democracia, o respeito aos direitos políticos e às liberdades civis, a qualidade institucional, a eficácia política e o poder efetivo para governar.

No alto da classificação está o Chile, com 10.796 pontos, seguido por Costa Rica (9.704) e Uruguai (8.397), países que, segundo o relatório, "se perfilam como os detentores da estrutura democrática mais sólida e de melhor rumo ao desenvolvimento democrático, afastados até agora do populismo".

O segundo grupo de países, composto por Panamá (6.828), México (5.917) e Argentina (5.330), sobressai acima da média regional, que foi de 5.063 pontos. A estes países seguem El Salvador (4.718) e Brasil (4.468).

Os outros países aparecem na escala de avaliação com níveis bastante inferiores à média, como Nicarágua (3.151), Bolívia (2.726), Venezuela (2.720) e Equador (2.237), últimos colocados no índice.

Segundo destaca o relatório, as nações com alto desenvolvimento democrático "são países que não caíram em crises político-institucionais nos últimos dez anos".

O país que mais subiu de colocação foi a Guatemala, cuja pontuação aumentou 132,57% com relação ao ano anterior, mas segue em um valor baixo de desenvolvimento, enquanto o que mais desceu foi Equador (-39%).

Este ano, o índice alerta particularmente sobre o comportamento regional em relação ao surgimento de novas lideranças de perfil populista.

Segundo os analistas, este fenômeno é facilitado pelos "excepcionais lucros econômicos gerados pelo fenomenal crescimento dos preços das matérias-primas latino-americanas nos mercados internacionais".

Contudo, destaca "alguns processos políticos na região - notadamente em relação a países que lideram o desenvolvimento democrático latino-americano -" que não "passam pela turbulência populista sem destino, nem pela anomia democrática e débil de repúblicas fracassadas", mas um caminho de "busca permanente do aperfeiçoamento institucional e a eficiência política".

 

http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe.asp?ID_RESENHA=267751

MRE

Chile lidera ranking de desenvolvimento democrático

Crédito: EFE

Chile, Costa Rica e Uruguai têm o maior nível de desenvolvimento democrático da América Latina, o Brasil fica abaixo da média da região e Venezuela e Equador são os últimos colocados, segundo o Índice de Desenvolvimento Democrático da América Latina (IDD-Lat).

Divulgado ontem em Buenos Aires, o índice avalia 18 países da região e é elaborado anualmente desde 2002 pela fundação alemã Konrad Adenauer e pelo portal Polilat.com. A avaliação considera as condições básicas da democracia, o respeito aos direitos políticos e às liberdades civis, a qualidade institucional, a eficácia política e o poder efetivo para governar.

No topo da lista do desenvolvimento democrático destaca-se o Chile, com 10.796 pontos, seguido por Costa Rica (9.704) e Uruguai (8.397). Num segundo grupo aparecem Panamá (6.828), México (5.917) e Argentina (5.330), acima da média da região, que foi de 5.063 pontos. Logo abaixo da média estão El Salvador (4.718) e Brasil (4.468), em oitavo lugar entre os 18 avaliados. Os demais países aparecem com níveis bastante inferiores à média. Os últimos colocados são Nicarágua (3.151), Bolívia (2.726), Venezuela (2.720) e Equador (2.237).

O relatório deste ano alerta para o comportamento dos países latino-americanos em relação ao surgimento de novas lideranças de perfil populista.

  

http://www.envolverde.com.br/materia.php?cod=23047&edt=1

ENVOLVERDE

América Latina: Novo populismo

Por Marcela Valente

 Buenos Aires, 02/10/2006 – Governo de diferentes tendências ideológicas da América Latina apelam cada vez com maior freqüência para instrumentos de uma nova forma de populismo que trava o desenvolvimento ou a democracia, afirma um estudo apresentado sexta-feira na capital argentina pela Fundação Konrad Adenauer, ligada à Democracia-Cristã da Alemanha. A advertência sobre o risco de um “neopopulismo” é a conclusão central da pesquisa realizada em 18 países da região pela consultoria Polilat para o “Índice de Desenvolvimento Democrático da América Latina-2006”, divulgado simultaneamente em Buenos Aires e Berlim.

Os pesquisadores definem o novo populismo latino-americano como um modelo baseado em uma forte liderança personalista, que supõe ser possível uma democracia sem partidos, e que avassala ou vulnerabiliza capacidades democráticas das instituições ou dos cidadãos colocando um pressuposto interesse superior. “ Mesmo quando se fala de neopopulismo e pensamos num primeiro momento no presidente Hugo Chávez, nenhum dos governos que analisamos na região escapa deste risco, pois todos apelam para instrumentos deste tipo”, disse o diretor da equipe de pesquisa, Jorge Arias.

O índice anual é feito desde 2002 e permite medir o desenvolvimento democrático na América Latina. Os pesquisadores analisam um conjunto de variáveis e elaboram um ranking. Assim, fica visível que o desempenho da democracia melhorou na região em relação a 2005, mas somente 17% se destaca, por seu “alto desenvolvimento democrático”. Essa lista é encabeçada por Chile, Costa Rica e Uruguai, nessa ordem. Depois aparecem Panamá, México e Argentina, que marca o fim do conjunto de países cujo desempenho está acima da média, que é de cinco pontos em uma escala de zero a dez.

Em seguida, em desempenho, aparecem El Salvador, Brasil, Honduras, República Dominicana, Colômbia, Paraguai, Guatemala, Peru, Nicarágua, Venezuela, Bolívia e, por último, Equador. Os únicos com “alto desenvolvimento democrático” são os três primeiros, que têm mais de 7,5 pontos. Panamá, México, Argentina e El Salvador apresentam desenvolvimento “médio”, e o restante, do Brasil em diante, têm um “baixo desenvolvimento” apesar dos avanços importantes conseguidos por alguns destes países, como Guatemala e Colômbia.

Para elaborar a pontuação, os pesquisadores medem quatro dimensões do desenvolvimento democrático. Em primeiro lugar condições básicas, como eleições livres, periódicas e sem restrições; depois, respeito aos direitos políticos e às liberdades civis, e, em terceiro, a qualidade institucional e a eficiência política. Por fim, observam a capacidade dos governos para gerar políticas que gerem bem-estar social (resultados em saúde, educação, pobreza, desemprego) e a capacidade para criar políticas que assegurem a eficiência econômica (produto bruto por pessoa, diferença de renda, endividamento e investimento).

Na apresentação de sexta-feira, Arias explicou que dentro dessas dimensões são medidos assuntos diversos, como abstenção na hora de votar, participação das mulheres na política ou os condicionamentos à liberdade e aos direitos causados por uma crescente insegurança. “Claramente, a insegurança se transformou em problema de dimensão regional que limita a liberdade dos cidadãos, e o Estado não parece ter resposta”, disse o diretor da equipe de pesquisadores.

A respeito dos fatores de desestabilização, mencionou não somente os grupos armados irregulares, como os que combatem na guerra civil da colômbia, mas também movimentos sociais que não se sentem atendidos pelo sistema e limitam liberdades. Com exemplo destes últimos apontou o Movimento dos Sem-Terra o Brasil, bem como organizações indígenas do Equador e da de desempregados da Argentina, conhecidos como piqueteiros por causa do tipo de protesto que fazem bloqueando ruas. “Reclamam seus direitos sem respeitar a democracia”, afirmou.

Segundo o informe, na América Latina há problemas em todas as dimensões analisadas e, mesmo quando existe uma tendência a importar instituições democráticas dos países mais avançados a mudança nem sempre é garantia de eficiência ou cumprimento de seus objetivos. “Um histórico déficit na construção da cidadania e um déficit institucional sério, produto do comportamento dos líderes políticos na região, continuam sendo as principais debilidades de nossas democracias”, resumiu Arias.

O estudo acrescenta que os excepcionais excedentes econômicos produto do forte crescimento dos preços das matérias-primas latino-americanas, como petróleo, cobre, soja ou banana, enchem os cofres públicos e permitem a líderes políticos “estender redes de clientela” e “aprofundar a brecha no tocante à renda”. Com “um bom caixa, os presidentes se encontram em uma conjuntura favorável para avançar em projetos políticos hegemônicos e, assim, vão se acentuando alguns sistemas bastante parecidos com regimes militares”, alertou Arias. A pergunta é – segundo Arias – se “existe na região uma elite política mais afeita ao totalitarismo do que à democracia”.

 A IPS consultou os autores do trabalho sobre o bom desempenho do Chile no informe, apesar de ser um dos países da região com maior desigualdade e também porque ainda não acabou com as reformas políticas introduzidas pelo ex-ditador Augusto Pinochet (1973-1990) nem o condenou por seus crimes. “O Chile conseguiu um desenvolvimento democrático, em harmonia entre seu governo e seus cidadãos, e isto se mantém no tempo, além do fato de o general Pinochet ainda estar livre”, explicou Arias. “Colocando o passado sob um guarda-chuva, pode-se dizer que o Chile consegue um funcionamento harmônico”, conclui. Sobre a desigualdade que persiste, a coordenadora da pesquisa, Fabiana Cianfanelli, explicou à IPS que esse indicador negativo no Chile fica neutralizado em um contexto regional no qual é quase “natural” a brecha entre rendas. “Se o comparássemos com um país europeu, o modelo chileno faria água”, afirmou. (IPS/Envolverde)

 

 http://acessepiaui.com.br/geral2.php?id=58998

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Brasil fica com 8° lugar em ranking

De acordo com estudo da fundação alemã Konrad Adenauer, o Brasil passou da 12ª para a 8ª posição na lista de países mais democráticos da América Latina. A fundação divulgou nesta semana o “índice de desenvolvimento democrático na América Latina”, uma análise anual do nível de democracia na região.

Segundo o estudo, a mudança de posição do Brasil se deve principalmente a melhorias no respeito aos direitos políticos e no exercício da cidadania, que são quesitos analisados pela pesquisa. O País também ganhou pontos positivos pela maior eficiência de suas instituições públicas e políticas.

Além disso, os analistas alemães elogiam as melhorias na distribuição de renda e no pagamento da dívida externa. No entanto, a pesquisa diz que o fraco sistema de educação e a pobreza continuam sendo os principais problemas que impedem o pleno exercício da democracia no país.

A fundação Konrad Adenauer analisou esses parâmetros em 18 países latino-americanos e deu pontos a cada nação com base em diversos dados estatísticos. Chile, Costa Rica e Uruguai estão no topo da lista dos países mais democráticos da região. Nicarágua, Venezuela, Bolívia e Equador são os “lanterninhas” do grupo. “Estes países estão se distanciando do objetivo democrático”, diz o documento.

Os pesquisadores vêem um renascimento do populismo na América Latina, mas dizem que, no geral, o nível de democracia no continente está melhorando. O “Índice de desenvolvimento democrático na América Latina” é publicado pela instituição desde 2002.